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O grande erro que existe e a maioria dos pescadores comete quando diz que vai fazer a limpeza de seu molinete, logo que acaba de pescar é quando lava o equipamento, toma banho e leva ele junto ou coloca embaixo de uma torneira.

O erro é que antigamente os molinetes não tinham rolamentos, usavam buchas de bronze, de teflon ou o eixo da coroa girava em bucha feita na própria carcaça do molinete, resumindo, podia molhar a vontade que não tinha nada para estragar, dava para terminar de pescar, colocar dentro de um balde com água e pegar só no dia da próxima pescaria que estava tudo bem.

Hoje é diferente, eles usam vários rolamentos, com no mínimo 1, e encontramos molinetes até com 9 rolamentos ou mais, mecanismo que não são nada mais que dois anéis de metal com esferas internas de ferro entre eles que facilitam o manuseio do equipamento e dão mais suavidade, pois provocam menos atrito.

O contato das esferas internas com a água provoca ferrugem (oxidação) que dependendo do tipo e qualidade do rolamento, uma simples entrada de água é capaz de danificar, provocar barulho, engripar e até travar por completo, pois além da água existe o cloro que é um grande agente oxidante e se o molinete caiu na água temos ainda para ajudar, a areia, a terra, e se for no mar, o sal que é um dos maiores inimigos dos rolamentos e de qualquer tipo de material ferroso.

Tudo isto acaba fazendo com que o mesmo tenha que ser trocado e como na maioria eles são importados, os custos acabam inviabilizando por completo este serviço, já que quando muitos, a troca fica mais caro que o próprio molinete.


Bem, então o que fazer?

É simples, vamos por partes:
     
   
  • 1 - Ao chegar em casa a primeira coisa a fazer é tirar o carretel e colocar em água corrente para limpar a linha e tirar qualquer tipo de resíduo que possa danificar o carretel, ainda mais se for de alumínio e a falta de limpeza pode provocar uma corrosão terrível no equipamento que chega até a furar por falta de cuidado.

    Também tem o problema da linha, que tem que estar sempre limpa para não perder suas características e assim durar muito mais.

    Troque a linha sempre que a mesma perder o brilho e ficar opaca, pois estará velha e ressecada, irá romper sobre qualquer pressão.
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    (veja a imagem abaixo)

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  • 2 - Com um pano levemente úmido a ponto de se torcido não provoque pingos, limpe todo o lado externo do molinete, todas as frestas, reentrâncias e saliências; com a ajuda de uma faquinha ou de uma chave de fenda, não deixe nenhum lugar sujo ou fedendo a isca.
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    (veja a imagem abaixo)
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    Bem, aparentemente ele está ficando limpo.

    Parece novo.

    Mas...Vamos adiante;
   

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  • 3 - Girando o botão que fica do lado oposto ao da manivela, gire-o até que a mesma se solte do corpo do molinete.

    O que encontramos e vemos?

    Dos dois lados a parte superior da coroa e a lateral da carcaça do molinete.

    Olhe entre os dois, ou encontrará um rolamento ou algum tipo de bucha de outro material. Pegue um óleo fino de máquina, mas do bom, não queira economizar com estes de segunda linha que vendem por ai e pingue uma única gota de cada lado sobre o rolamento ou bucha.

    Coloque a manivela e gire por várias vezes até perceber que está lubrificado, mas é uma gota só, óleo demais também prejudica;

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    (veja a imagem abaixo)
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  • 4 - Retire novamente a manivela, limpe-a usando uma escova de dente velha com uma gota de óleo e não deixe nenhum tipo de resíduo que depois de seco possa engripar e atrapalhar seu uso.

    Coloque também uma gota de óleo no eixo da manopla da manivela, se não o conhece, é o local que você segura quando vira a manivela para recolher a linha.

    Agora pode colocar tudo no lugar novamente;

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    (veja a imagem abaixo)
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  • 5 - Agora vem a parte mais chata, é o rolete, aquela pecinha que gira e fica no pé da alça, onde a linha passa quando sai do carretel e vai para os passadores da vara.

    Sabe, quando recolhemos a linha trazemos junto a água que vai imediatamente para dentro do rolete, onde em alguns tipos é de bucha e em outros têm rolamentos, estes que por sinal são caríssimos pois seus tamanhos são reduzidos e são difíceis de encontrar.

    Tenha paciência, pingue uma gota de óleo de cada lado do rolete verificando se a mesma entrou por detrás dele e com o auxílio de um pano limpo, enrole-o bem fino, passe pelo rolete e faça com que ele gire até que perceba que está totalmente livre e desimpedido de funcionar.

    Quando estiver em ordem, lubrifique novamente para deixar uma camada de óleo como proteção, pois é um local de difícil acesso e o molinete ficará guardado por um longo período até ser novamente usado, e se esta etapa não for bem feita, com certeza ele não vai estar funcionando, pois estará travado, ocasionando um sulco em sua lateral provocado pelo atrito entre a linha e o metal, até que ela se prenda neste pequeno corte e comece a arrebentar sem maiores explicações;

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    (veja a imagem abaixo)
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  • 6 - Tá quase no fim.

    Girando a manivela observe o eixo onde se coloca o carretel subir e descer.

    Quando estiver com a maior parte de seu corpo para fora, pare e pingue uma gota de óleo nele, gire novamente a manivela por várias vezes até que fique lubrificado;
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    (veja a imagem abaixo)

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  • 7 - Pingue uma gota de óleo em todas as partes móveis, alça, botão da trava, parafusos, etc.

    Movimente todas essas peças e por fim limpe todo o molinete com um pano bem seco que não solte fiapos, espere o carretel secar, recoloque-o novamente no lugar e sempre deixando a fricção bem solta, guarde-o em um saco de pano para que fique longe de poeira, mas ao mesmo tempo respire e não fique em local abafado.
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    (veja a imagem abaixo)

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Bem, é só isso. Parece muito, mas não leva mais que 10 (dez) minutos para se ter um molinete sempre pronto para qualquer ocasião e que nunca lhe deixe na mão.

Dependendo da freqüência no uso, recomendo que enviem o molinete pelo menos uma vez por ano para as mãos de um profissional, para que seja aberto, limpo, lubrificado, engraxado e tenha todas as peças vistoriadas e trocadas caso necessário.
 
   
     
   
  • Nunca abra seu molinete, mas se achar que pode, coloque-o em um lugar plano, ponha um pano escuro sobre o local, siga uma seqüência de desmontagem que deverá ser seguida ao inverso para a montagem, e se ainda possuir a caixa original, use a “vista explodida”, aquele desenho que mostra o molinete todo desmontado, como se tivesse explodido, para tirar qualquer tipo de dúvida na montagem.

    Mas atenção, se não estiver conseguindo, junte tudo com muito cuidado e leve para um profissional que sabe o que faz e conhece a fundo qualquer tipo de equipamento.
   
  • Nunca use: Graxa Grafitada (cinza), ela desgasta todas as peças internas provocando folgas e conseqüentemente quebras;
   
  • Nunca use: Vaselina em Pasta ou Líquida, ela não é feita para operar nas temperaturas de operação de um molinete, ficam líquidas, gosmentas e passam de lubrificantes para abrasivos;
   
  • Nunca use Graxa do Tipo Molicote ou outras endurecem com o tempo deixando o equipamento totalmente isento de lubrificação;
   
  • Só use: Graxa Azul, Branca, Verde ou Vermelha, próprias para rolamentos, altas temperaturas, que não se soltam com o arrasto de água e aceitam muito bem o nosso clima;
   
  • Só coloque graxa nos dentes das engrenagens, não coloque em excesso, ela só ocupará espaço e pode até diminuir a vida útil do equipamento.

    Vou explicar:

    Tudo que gira e tem atrito produz calor, certo? Os molinetes normalmente ficam expostos ao sol escaldante por várias horas, certo?

    Bem, já foi provado por experiências nos laboratórios dos grandes fabricantes que um molinete em operação normal num dia quente de verão pode atingir uma temperatura interna de aproximadamente 60 a 70 graus centígrados.

    Bem, se o molinete estiver cheio de graxa não haverá espaço para a troca de temperatura entre o ar e os mecanismos internos do equipamento, vital para a diminuição da temperatura, por não existir espaço vazio entre eles.

    Existindo o ar, haverá esta troca e os materiais não irão se alterar com as temperaturas atingidas, pois elas estarão controladas e baixas
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  • Resumindo: graxa demais é prejudicial a qualquer tipo de equipamento.
   
  • Não use nenhum tipo de óleo spray desengripante, são todos ácidos e atacam vários materiais internos dos molinetes, além de deixarem um odor horrível que se passar para a linha, adeus pescaria, não pegarão nenhum peixe.

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  • 1 - Lavar tudo quando chegar com água morna e sabão neutro.

    Pode levar para o chuveiro e limpar durante o seu banho. Irá até economizar água e o sabão de sua casa, as varas ficarão limpas e cheirosas, pois usará até seu sabonete.

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    (veja a imagem abaixo)
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  • 2 - Secar tudo muito bem e passar silicone spray nos passadores.

    Eles aparentam que estão secos, mas entre a cerâmica e sua estrutura metálica, e debaixo do passador, entre a vara e a linha, existe uma umidade que não dá para se perceber e se não for retirada será um ponto de partida para uma oxidação.

    Com o uso do silicone, evitamos ao máximo o acúmulo de água nestas regiões que não temos acesso.

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    (veja a imagem abaixo)
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  • 3 - Varas de 2 ou 3 partes devem ter suas emendas lavadas, por fora e por dentro e depois secar muito bem, pois o cloro também é um agente agressivo para os equipamentos.
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    (veja a imagem abaixo)
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    Bem, aqui a coisa complica! Mas vamos ao básico que não requer muitos conhecimentos:
     
   
  • 1 - Na borda da tampa lateral onde fica a manivela e a estrela da fricção, existem dois ou três parafusos (dependem do modelo e do fabricante) que são salientes e ásperos, possuindo uma fenda larga para poder ser removido até com o uso de uma moeda.

    Com cuidado solte estes parafusos e afaste a tampa do corpo central.

    Ela vai sair com tudo, manivela, fricção e demais parafusos.

    Pronto, você já pode tirar o carretel e lavar junto com a linha.
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    (veja a imagem abaixo)

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  • 2 - Cuidados a serem tomados na operação anterior:

    A) Alguns modelos possuem na parte superior do carretel pequenas peças móveis que fazem o freio centrífugo (parecem com pedacinhos de plástico ou de fio elétrico).

    Retire estas peças com cuidado e as guarde para posterior montagem;

    B) Olhe na parte lateral do carretel em ambos os lados (onde fica o eixo) e veja se internamente não existem rolamentos.

    Caso existam, lembre-se que não podem ser molhados.

    Tire-os com cuidado, uns possuem pequenas travas e outros só estão colocados sob peças plásticas que apenas estão encaixadas, é só tirar a peça que o antecede e puxar o rolamento.

    Feito isto é só lavar o carretel.

    Os rolamentos devem ser limpos com querosene, pois o mesmo possui óleo que não resseca as peças, depois tem que ser lubrificados com óleo fino e colocados de lado para aguardarem a sua recolocação no final.
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    (veja a imagem abaixo)

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  • 3 - Sobrou o restante do corpo da Carretilha.

    Usando uma escova de dente velha, coloque algumas gotas de óleo fino e mãos a obra, limpe tudo que possa estar grudado no equipamento e não deixe nenhum cantinho sujo, com areia, com cristais de sal, terra, escamas ou outro material.

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    (veja a imagem abaixo)
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  • 4 - Usando a mesma escova, limpe muito bem o eixo sem fim, onde corre o carro do distribuidor de linha.

    É uma peça delicada e deve estar sempre limpa.

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    (veja a imagem abaixo)
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  • 5 - Feito tudo isto, limpe tudo com um pano seco, coloque graxa no eixo sem fim, monte o carretel da mesma maneira que estava anteriormente e fixe os parafusos.
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    (veja a imagem abaixo)
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  • Verifique se não sobrou nenhuma peça e em hipótese nenhuma tire os outros parafusos existentes nas tampas, nunca abra sua carretilha além do que já foi explicado, elas são complexas e possuem peças pequenas, delicadas e molas que normalmente voam quando as tampas são tiradas.
     
     
 
Dependendo da freqüência no uso, recomendo que enviem a carretilha pelo menos uma vez por ano para as mãos de um profissional, para que seja aberta, limpa, lubrificada, engraxada e tenha todas as peças vistoriadas e trocadas, caso se faça necessário.

Com relação a colocar graxa, até pode ser colocada, apenas nos dentes das engrenagens que aparecem quando tiramos o carretel, mas sempre levando em consideração o já avisado anteriormente sobre o excesso de graxa.
 
     
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Trabalho com conserto e manutenção de equipamentos
de pesca esportiva a mais de 10 anos

e sou
Consultor Técnico da Revista "PESCADOR",
onde escrevo uma matéria em toda edição,
de conteúdo técnico exp
licativo.


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Mauro Jorge Carvalho
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