Podem perguntar a quem já passou por este problema e garanto que essa pessoa nunca mais encarou um marzão. Como são pescadores fanáticos, não guardaram seu equipamento e disseram adeus, simplesmente mudaram de tipo, saindo do mar aberto e indo para áreas abrigadas, como praias, costões, desembocaduras de rios que deságuam no mar e principalmente canais, onde suas águas são calmas e a possibilidade de se passar mal é mínima, com a vantagem de se estar próximo à costa. |
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Outra facilidade que este tipo de pescaria nos proporciona é a vantagem que dependendo do local, o uso de embarcação motorizada pode ser abolida, utilizando-se barcos menores movidos a remo. Os barcos normalmente são pequenos, de alumínio, medindo em média 5,00 mts para 3 pescadores, sendo um sentado na popa, local do motor (piloteiro), outro no meio (local dos remos, caso a embarcação não possua motor) e um último na proa. A maioria das marinas aluga barcos com motor, com piloteiro e também os de reboque, onde o barco é levado até um determinado ponto e volta-se para busca-lo em horário pré-determinado. |
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Os canais também são ótimos pontos para se fazer uma excelente pescaria, pois na maioria suas águas são salobras e várias espécies de peixes marinhos se utilizam deste local para reprodução e alimentação. Como exemplos das espécies que poderemos encontrar nos canais destacamos a Espada, a Corvina, o Badejo, a Tainha, a Pescada Amarela e a Branca, o Pampo, a Guaivira, a Caranha, o Bagre, a Brejereba e principalmente o Rei dos canais, o Robalo, espécie muito procurada nos meses de março a agosto, quando entram mais no canal para a desova. Sua grande procura é causada tanto pela alta qualidade de sua carne, como também pela briga que proporciona na sua captura, às vezes fazendo o pescador de bobo, já que este peixe é muito astuto e se não tivermos algum conhecimento sobre seus hábitos e suas manhas, com certeza não embarcaremos nenhum exemplar. |
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Neste tipo de pesca devemos esquecer o canal principal devido ao grande movimento de embarcações, procurando sim seus afluentes, ou seja, os braços que se derivam do canal principal, onde suas águas são mais tranqüilas e propiciam e entrada de várias espécies a procura de alimentos que podem ser outros peixes menores, crustáceos e algas. Os peixes também usam estes locais para se reproduzirem. |
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Como iscas podemos usar pequenos pedaços de peixes (sardinha), camarão morto, iscas artificiais e iscas vivas, tendo como a principal o uso do camarão vivo, iguaria muito apreciada por grande parte das espécies que poderemos encontrar, dando mais atenção a Brejereba, a Pescada Amarela e ao Robalo. Como suas águas são tranqüilas, poderemos trabalhar com bóias, já que algumas espécies são peixes de superfície e meia-água. |
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Com relação à maré, devemos sempre observar a Tabua do dia da pescaria, já que os melhores horários são os do início da enchente até uma hora antes do reponto da cheia e no início da vazante até uma hora antes da baixa, sendo o primeiro descrito o mais aproveitável. No caso dos Robalos, eles aproveitam a velocidade das águas para se alimentar, pois são grandes predadores e usam o fator surpresa para capturarem suas presas quando as mesmas estão descendo ou subindo com a maré. |
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Mas não vamos nos ater a um único tipo de peixe. Os canais podem proporcionar grandes pescarias, bastando apenas resolver qual o tipo de peixe desejamos pescar e que tipo de pescaria iremos fazer para passarmos um excelente dia. |
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Um modo muito comum e que proporciona um grande resultado é o de navegar contra a maré por um certo tempo e depois desligar o motor deixando o barco deslizar ao sabor da correnteza, apenas fazendo com que ele fique sempre perpendicular à margem, controlando-o com os remos ou com um motor elétrico, sem fazer qualquer tipo de barulho e assim cobriremos uma grande área do canal, possibilitando uma chance bem maior de se capturar um exemplar e não sair “sapateiro” (gíria muito usada no sudeste para o pescador que não pega nada). Devemos trabalhar em várias profundidades, pois não sabemos qual é o peixe que está naquela região e assim após o primeiro exemplar capturado, verificamos em que profundidade ele foi fisgado e passamos a dar mais ênfase a modalidade. |
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Outros locais muito bons são as curvas dos rios, onde pela velocidade das águas formam-se poços, áreas de alimentação natural devido a maior profundidade encontrada. Alguns cardumes de predadores ficam praticamente parados nestes pontos apenas aguardando a passagem dos peixes menores. Com o barco apoitado, faça o arremesso na parte mais aberta (longa) da curva que é mais proveitoso devido à velocidade da água ser maior neste local, onde devemos insistir com lances bem próximos a margem. |
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Como percebem, existem várias maneiras de pescar em canais, ficando praticamente impossível de se descrever todas. Sendo assim, a melhor maneira é se informar com os pescadores que moram no local escolhido para saber qual é o tipo de peixe que se encontra em maior quantidade na região e partir para este tipo, não se esquecendo de levar outros equipamentos, já que nunca se sabe qual vai ser a surpresa daquele dia e temos que estar preparados para tudo. |
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Com referência aos equipamentos que podem ser usados podemos destacar: Para se trabalhar com isca viva (Robalo, Pescada, Guaivira), uma vara tipo robaleira de 4,50 mts, ponta n.º 2 ou n.º 3 com molinete para linha 0,35 mm; Para se trabalhar com isca morta (Espada, Corvina, Brejereba), uma vara de 1,80 mts ação média pesada com molinete para linha 0,45 mm; Para se trabalhar com isca artificial (especialmente o Robalo), uma vara de 5,6” a 6,0” ação média, para iscas de ¼ de onça a 1 onça e 8 a 17 lb, para carretilha com linha 0,30 mm. Estas informações são apenas ilustrativas, pois trata-se da média usada, mas depende muito dos peixes encontrados e da maneira como o pescador gosta de usar a sua tralha. |
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Por motivos de segurança, evitem a pescaria solitária nestes locais, tenham sempre um celular a mão, um barco equipado com todos os equipamentos de salvatagem, um rádio, caixa de primeiros socorros, água potável, salva-vidas, um companheiro que conheça a região, um piloteiro devidamente habilitado e se possível uma carta náutica da área (VEJA TRECHO DE CARTA NÁUTICA NO FINAL DESTA MATÉRIA) que pode ser adquirida em lojas especializadas ou na Capitania dos Portos da região onde será feita a pescaria, já que nestes canais a quantidade de afluentes é muito grande e a possibilidade de ficar perdido é enorme. No caso de estarem usando iscas vivas, verifiquem antecipadamente se o barco dispõe de viveiro e caso contrário, providenciem uma caixa térmica com aerador para manter as iscas vivas por mais tempo. |
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Caso queiram saber como pescar determinada espécie encontrada em canais, nos escrevam que teremos o máximo prazer em informar e orientar. Boa Pescaria. |
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